LIVROS QUE CANTAM

Crônica retirada do livro "Sala de Embarque" do autor Marcos Mantovani.
"Em conversa com um amigo cinéfilo, surgiu a dúvida: quem vence a briga, o livro ou o filme? Eu arrisco: um filme dificilmente vai ter a capacidade de bater um bom livro, não na intensidade da reflexão (e se o livro que você escolheu fizer parte do grupo daqueles raros que conseguem até cantar, chega a ser covardia). Com o livro temos tempo para ponderar, dá para voltar atrás um instante e reviver o último parágrafo com novo ponto de vista, dá para encontrar significados muito mais fortes do que os que aparecem numa tela. No livro somos nós a dar o ritmo da história, nós que aceleramos ou freamos uma imagem, um pensamento, um gesto, uma fala importante. Claro que o filme também proporciona isso tudo, porém sempre num degrau abaixo, assim eu acho, contrariando os cinéfilos.


Ainda criança, depois de folhear qualquer livrinho bobo ou uma revista em quadrinhos, me punha a pensar em aventuras imaginárias, façanhas impossíveis, odisseias mirabolantes. Eu rabiscava roteiros fantasiosos. Colocava-me como personagem principal, soberano, figura destinada a respeitáveis feitos. Eu era o herói desacreditado que reunia forças e retornava dos abismos do mundo. O herói que fazia pouco-caso do perigo e cravava a espada na barriga rechonchuda do vilão. O herói que salvava a mocinha de calabouços perdidos dentro de castelos fantasmagóricos. O herói que dava beijocas nos lábios juvenis da mocinha recém-resgatada. O herói que cruzava oceanos tenebrosos dentro de grandes barcos de pirata, fingindo ser um pirata, para os piratas depois capturar. Letras. Frases. Imaginações...


Divido aqui com você uma rica experiência que vivi dentro dessa “rivalidade” livro versus filme... Na metade de 2006, com mais de um mês de férias pela frente e sem chance de ir para a praia ou montanha, decidi caminhar pelos três volumes do livro do sul-africano John Ronald Reuel Tolkien, O Senhor dos Anéis. No cinema, a premiada trilogia de Peter Jackson proporciona absoluto encantamento, há batalhas pitorescas, cenários insólitos, personagens inimagináveis, há de tudo. Entretanto, através do calhamaço (1229 páginas, editora Martins Fontes) de Tolkien, uma nova e surreal perspectiva ganha formato aos poucos, frase a frase. Certamente teria sido mais interessante ler o livro antes de assistir o filme, mas assim mesmo foi uma caminhada importante. E o que marcou aquela leitura foi a música. Durante vários momentos eu tive a companhia (inusitado pano de fundo) do CD do filme, tocando bem baixo, ajudante da imaginação. O que eu quero dizer é que O Senhor dos Anéis não é uma obra qualquer. J.R.R. Tolkien, ex-combatente da primeira guerra mundial, escreveu um livro raro que – como se fosse uma mágica absoluta em mistério – tem até mesmo o espantoso domínio de cantarolar."





Publicado com a permissão do autor. 


Livro disponível no site Belas-Letras

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SUPER AJUDA: 10 links para ajudar quem trabalha com palavras

Abaixo: caixa de ferramentas com muitas, muitas palavras para você consertar, encaixar, construir:


1 - Meus dicionários;
2 - Palavra do Dia;
3 - Dicionário da Língua Portuguesa;
4 - Conjuga-me;
5 - DeltCi - Dicionário Eletrônico de Terminologia em Ciência da Informação ;
6 - Dicionário Aurélio Online;
7 - Academia Brasileira de Letras;
9 - Fazfacil - Dicionários;
10 - Dicionário de Francês ;



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Livros: Melhores Amigos

As letras e suas inúmeras combinações me fascinam, palavras rodeadas por adjetivos, superlativos, pronomes. As descrições, emoções, histórias que brotam de seus rearranjos podem ser a mais pura expressão de uma alma que nem sempre sabe verbalizá-las em alto e bom som ou, menos ainda, não consegue vivenciar seus significados. Que boa companhia elas sabem ser. Nada contra os números, mas, vamos combinar que eles não tem o mesmo charme. Pensando bem, a combinação deles em uma senha de alguma gorda conta bancária até pode ser bem atraente...pode significar tempo disponível para dedicar à vida ao ócio maravilhoso da leitura. Posso ficar sem comprar roupa, sapatos, mas sem livros, não, de jeito nenhum. É o meu vício. Assim como não sou refem de roupa "de marca" também não me prendo aos best-sellers. Gosto de descobrir autores.

Descobrir a alma de alguém desconhecido e que, de repente, bota no papel, sentimentos tão meus, como se lesse e transcrevesse um pedaço de mim.
Roupa sai de moda, desbota. Sapatos quebram o salto. Livros não. Podem até desintegrar-se. A viagem de sua leitura mora para sempre na alma e nos neurônios de quem os leu, mesmo que se passem décadas.



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Só porque é tradição?

24 de novembro de 2011

Nunca fui favorável em encontrar justificativas para a continuação de certas barbáries em nome da tradição. Dois exemplos: a farra do boi, em Santa Catarina e as touradas, na Espanha. Só porque são um traço cultural de determinadas regiões devem se perpetuar para todo o sempre? Convenhamos, se você fosse o animal, e não a pessoa, a que agride e mutila, não veria muito sentido nisso.


Nem vamos falar no que acontece nos rodeios. O assunto daria muito pano pra manga e entraríamos numa polêmica sem fim. Pensei nesse assunto ao descobrir que na China ainda persiste uma tradição deveras curiosa. E até certo ponto inofensiva. É o seguinte: segundo uma crença que remonta a séculos, os chineses que morrem solteiros precisam de uma “noiva cadáver” para os acompanhar no túmulo. E não há família que não se disponha a gastar uma pequena fortuna para cumprir o ritual.


Os pais chegam a pagar o equivalente a até 50 mil reais pelo direito de enterrar o corpo de uma moça ao lado do filho. Mesmo que esse tenha morrido há diversos anos, eles só se sentirão em paz quando conseguirem realizar essas bodas além da vida.


No longo governo de Mao Tsé-tung essa prática foi duramente reprimida. Mas com a expansão financeira de muitoshabitantes, ela voltou com toda força. Nada demais, se isso não acabasse endividando moradores, principalmente do interior, que não se importam em fazer enormes sacrifícios para garantir o bem-estar de seus mortos.


Esses casamentos fantasmas viraram uma realidade cotidiana. Tanto assim que começou a surgir uma espécie de tráfico de corpos recém falecidos. E, consequentemente, de um mercado negro que os oferece a preços inflacionados.


Você ainda acha que deve seguir cegamente algo só porque gerações anteriores assim o fizeram?




Publicado com a permissão do autor. Gilmar Marcílio é escritor, filósofo e coordenador da Galeria Municipal de Arte Gerd Bornheim. Publica suas crônicas em jornais desde 1998.

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A importância da leitura

Por: Lilian Farias

A leitura é compreensão; que é produção; que é interação com o meio. E o homem que é um leitor crítico, é um ser ativo em sociedade, capaz de expressar pensamentos e incorporar significações no processo social em que vive. Então, leitura é uma ação cognitiva e política no quotidiano humano.
É o processo de leitura que desvela que o lúdico é um princípio motivador onde aproxima o leitor do real. Despertando o prazer que por vezes é reprimido em virtude de leituras forçosas que fogem do compromisso de relacioná-las com a expressão da liberdade. É preciso saber ler para obter informações básicas e para procurar informações específicas.
A leitura compreensiva ocorre pelo princípio da liberdade e da diversidade. Liberdade de escolha do leitor de modo que esta lhe seja apresentada como opção, e não por obrigação. É a partir do prazer pela leitura que o leitor despertará para os demais benefícios que esta lhe proporciona. Despertando o prazer, outros fatores a ela associados serão desenvolvidos, como a finalidade da leitura, por exemplo. Em geral, lê-se por curiosidade e prazer. E, só após estes estágios, lê-se por necessidade.
Ler e refletir sobre o que se está lendo na sociedade contemporânea tornou-se mecanismo de sobrevivência, condição irrefutável para conviver com as constantes mudanças sociais e ter subsídios para acompanhar estas mudanças.
Todo texto é feito para ser compreendido, ele tem um motivo por ter sido escrito, a lógica é que se tenha conseguido estabelecer um laço de interação entre autor e interlocutor.
A palavra, como o signo da expressão, está ligada incondicionalmente à situação social e desempenha um papel essencial na relação entre locutor e interlocutor, permitindo a interação das ideias e, simultaneamente, o conhecimento um do outro.

Fonte: Mágica Literária

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Você sabe mesmo ler?

Os livros didáticos estão cheios de exercícios de interpretação de texto. Lembro que, na escola, achava um exercício ridículo, por ser tão simples. Era só ler o texto – se ele era sobre bicicleta, responder que o texto falava sobre bicicleta; quando a pergunta era sobre cores, era só retornar ao texto e procurar a relação de cores. E por aí vai. Bastava repetir o que estava escrito. Hoje existe o termo analfabetismo funcional, e de certa forma ele trata justamente disso – interpretação de texto, ler nas palavras do texto o que o texto realmente diz.

O problema é que raramente lemos um texto de maneira neutra. Chegamos com um julgamento prévio do que está escrito. Esse julgamento pode se basear na opinião prévia que formamos sobre o autor (se é alguém que eu gosto ou detesto), ou sobre a publicação onde o texto está (tenho expectativas diferentes sobre um texto publicado na Veja ou na Carta Capital, por exemplo), ou sobre o assunto tratado (já sou contra ou não tenho opinião formada?). Nossa simpatia ou antipatia prévia contaminará a leitura, e de maneira inconsciente levaremos a nossa interpretação para aquela direção – o autor detestável nos parecerá ainda mais detestável e equivocado; aqueles de quem gostamos parecerá dizer coisas ainda mais interessantes e sábias do que está escrito.

Não há nada de errado em ter opiniões, em debater mentalmente com o autor – ler é justamente um exercício de opiniões. Lemos para sairmos diferentes, para enriquecer com o que foi lido. O problema está em confundir o que é nosso com o que está no texto. Não dá pra colocar palavras no autor, por mais que pareça que ele as diria ou que o sentido do texto parece muito com isso. Um texto tem uma estrutura, um número fixo de sentenças, um fim. Ele não é como um organismo vivo que muda com o tempo, com o humor ou com o dia.

A maneira de ter uma boa interpretação de texto é fazer exatamente o que fazíamos na época dos livros didáticos: voltar ao texto. Uma releitura será capaz de esclarecer de uma vez por todas o que o autor disse. Procure o trecho, o verbo, o exemplo e eles estarão lá, iguaizinhos à última vez que foram lidos. Se quiser colocar outras idéias, pode colocar. Mas tenha claro para si mesmo – e deixe claro caso vá produzir um texto ou uma crítica – que a partir daquele momento é uma interpretação sua.

Fonte: Livros e Afins

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Nando Reis participa de bate-papo em São Bernardo do Campo



O compositor, músico, cantor e autor Nando Reis vai estar no Colégio Paraíso, em São Bernardo do Campo, na próxima segunda-feira, 28 de novembro. Na oportunidade, Nando vai conversar com os estudantes sobre o livro Meu Pequeno São-Paulino, da editora Belas-Letras.

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Feliz Dia do Músico

Não é nada fácil, num país como o nosso, difundir Cultura. Não é nada fácil ser sensível, apresentar emoções, cultivar amizades.
Não é nada fácil ter cultura, qualidades infinitas, conteúdo e, mais, o dom. Contudo, não há valor.
Não é nada fácil ser artista no Brasil. Como diria um amigo, " quero uma casa no campo "...
Não é nada fácil ver seus direitos autorais usurpados.
Mas, ser músico é muito mais do que ficar lamentando o tempo, osindependentes de grande valor, que a mídia desconhece.
Ser músico, ainda que com algumas pequenas pedras no caminho, é mostrar a beleza da vida, os desencantos de uma grande paixão...
Ser músico é fazer com que voltemos anos e anos atrás, lembrando de momentos inesquecíveis...
Enquanto houver música, seremos felizes.
Enquanto houver músicos, teremos a esperança de sermos felizes.

Valorizem os músicos... Valorizem o ser humano!

Fonte: http://migre.me/6dnAR            
          Foto: Drum Shop


FELIZ DIA DO MÚSICO. PARA TODOS OS MÚSICOS, DE TODAS AS MÚSICAS.

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Não terminar um livro

Eu adoro a lista dos 10 Direitos Inalienáveis do Leitor, que Daniel Pennac partilhou no seu livro “Como um Romance”, e gosto de todos eles, mas queria falar um pouco sobre o 3.º, o direito de não acabar um livro.

Das centenas de livros que comecei a ler, penso que se contam pelos dedos de uma mão aqueles cuja leitura não terminei. É certo que houve aqueles que deram mais luta, outros que se leram quase num ápice, e dentro destas duas categorias, livros que amei, odiei ou gostei assim-assim. Julgo que sempre senti uma espécie de dever ou obrigação de terminar um livro que comecei, fosse porque tinha investido o meu tempo e dinheiro, fosse porque achava que o autor merecia que lhe desse uma oportunidade, para não correr o risco de o livro melhorar muito na parte final e eu acabar por nunca “presenciar” essa evolução. O blogue foi mais uma motivação para terminar o que começava, porque continuo a achar que uma opinião será sempre mais bem fundamentada quando o livro é lido na sua totalidade.

Até que ultimamente me apercebi de uma coisa que deve ser óbvia para muita gente: o nosso tempo é finito e os livros potencialmente interessantes não param de crescer. Não me posso dar ao luxo de gastar o meu tempo com livros que não me trazem valor acrescentado, que me aborrecem de morte e que não me dão aquilo que procuro nos livros, que será diferente de leitor para leitor, mas válido em qualquer dos casos. Assim, o melhor a fazer é, das duas uma: ou voltar a colocá-lo na prateleira e aguardar por uma altura melhor ou fazer com que o livro chegue a alguém que o possa verdadeiramente apreciar, dando/vendendo o livro a alguém ou doando o exemplar à biblioteca. Não é uma tarefa fácil para quem, como eu, viveu tanto tempo a achar que tinha de acabar de ler tudo o que começava, desse por onde desse. O último livro que deixei a meio continuo a pairar à minha volta, como um fantasma. A seu tempo, os remorsos irão embora.

A mensagem mais importante: seja qual for o motivo por que leem, apreciem cada momento e não gastem o vosso tempo com aquilo que não vos faz feliz. 

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Dia Mundial da Saudação

O dia Mundial da Saudação foi pela primeira vez celebrado em 1973, quando os antecedentes deste ano, começaram em 1967 com a guerra dos seis dias (ocupação da Península do Sinai, da Faixa de Gaza e dos Montes Golan por parte de Israel). Em Outubro de 1973, uma coligação entre Síria e o Egito lançou um duplo ataque às linhas israelitas, atacando no Sinai e nos Montes Golan, dando origem à Quarta Guerra Israelo-Árabe.

Enquanto o assunto era Guerra, dois professores norte-americanos, Brian McCormack (Universidade do Arizona) e Michael McCormack (Universidade de Harvard), decidiram instituir o World Hello Day.

Este dia é celebrado em todo mundo, com a finalidade de cumprimentar 10 pessoas, transmitindo uma ideia de paz e ressaltando a importância do contato e da comunicação entre as pessoas.

Mais de 180 países comemoram esse dia como forma de apelar à PAZ.

Imagem: superradiopiratininga

Eaí, você já cumprimentou seu colega ao lado? O vizinho? O pai? A mãe? O papagaio? O gato?

Não custa nada mandar um "Como vai?" aí pro amigo né???


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Que tal um livro sobre futebol para ler nas férias?

Existem diversas opções de leitura voltadas para jovens e crianças; com ajuda do MemoFut, elaboramos uma  lista com algumas indicações:


Não é só a Copa Coca-Cola que entrou na reta final. O fim das aulas também está se aproximando, e a garotada já pode começar a planejar o que vai fazer nas férias. É ótimo aproveitar o verão viajando, batendo bola com os amigos ou lendo um bom livro. E para quem gosta de futebol, existem diversas opções de leitura relacionadas ao mundo da bola - e escritas especialmente para jovens e crianças. Tem livro sobre a história dos times, contadas por torcedores ilustres. Tem romance, suspense, comédia. Tem livro de imagens sobre os distintivos dos clubes. Pedimos a Marcelo Unti, um dos organizadores do MemoFut, grupo que fomenta a literatura sobre futebol, para nos ajudar a elaborar uma listinha com 10 indicações de leitura para as férias. Agora, é só escolher!


1.  "Meu pequeno Corintiano",  “Meu Pequeno Flamenguista”,  “Meu Pequeno Coxa-Branca”, etc.: A série com histórias sobre os times de futebol já conta com exemplares do Palmeiras, Vasco, Botafogo, Grêmio e outros clubes do Brasil. O mais interessante é que elas são escritos por torcedores ilustres. Nando Reis é o autor do livro do São Paulo, Fernanda Abreu escreve sobre o Vasco, Serginho Groisman sobre o Corinthians, Gabriel O Pensador é o autor do livro do Flamengo, e por aí vai. A editora é a Belas-Letras.


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Para fazer o bem

O frei Jaime Bettega costuma encantar por meio de textos e ações. As palavras do sacerdote são escolhidas com cuidado e acabam tocando as pessoas e sensibilizando-as para ajudar o próximo. Essas lições, no entanto, não se limitam ao campo teórico. O livro Fazer o Bem, lançado em parceria com o Pioneiro, é um exemplo prático disso. A obra, que começa a ser vendida hoje pela Central do Assinante, destina integralmente o valor recebido pelo frei para o custeio do Projeto Mão Amiga e possibilita a ampliação do atendimento a crianças pobres.

Desde que foi lançado na Feira do Livro de Caxias do Sul, em 9 de outubro, o livro já teve cerca de 4 mil exemplares comercializados. Com o percentual de vendas na feira e com 300 livros doados para o Mão Amiga (R$ 14.372) poderão ser mantidas 84 crianças por um mês ou sete crianças durante um ano inteiro, já que a editora Belas Letras deposita um valor idêntico àquele recebido por ele de direitos autorais para o mesmo fundo.

A obra reúne uma coletânea de 46 crônicas que foram publicadas na coluna semanal do religioso no Pioneiro. A edição é dos jornalistas Roberto Nielsen e Gustavo Guertler.

– O livro em si já instiga a reflexão. Nesse caso, a doação é ainda mais recompensadora, porque não é apenas a doação em si: o livro satisfaz quem o compra – afirma Guertler, editor da Belas-Letras.

Assim, a obra pode ser uma sugestão de presente para o Natal. O frei comenta que muitas empresas têm solicitado o livro para presentear colaboradores e amigos. Apesar de estar acostumado com a boa aceitação do público, o sacerdote disse estar comovido com a receptividade e sensibilidade da comunidade, na acolhida ao projeto.

– É uma emoção ver que uma causa social movimenta as pessoas, não só pela

ajuda mas também pela reflexão – afirma o frei.

O assinante que adquirir a obra Fazer o Bem pelo jornal Pioneiro ganhará o livreto Orações, também de autoria do frei Jaime Bettega, com 16 preces escritas por ele.

Autógrafos dia 29:
Para comemorar os aniversários de 63 e 15 anos, respectivamente, o jornal Pioneiro e o Shopping Iguatemi Caxias, em parceria com a editora Belas-Letras e a Livraria Saraiva, promovem no dia 29, às 19h30min, uma sessão de autógrafos do livro Fazer o Bem, do frei Jaime Bettega. Além da sessão de autógrafos, que ocorre na Saraiva do shopping, o religioso vai transmitir uma mensagem de Natal.

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Lemos convertendo as palavras em imagens


Uma pessoa com capacidade de leitura normal pode ler uma palavra incrivelmente rápido, em menos de um segundo. Isso é devido a que na primeira leitura de uma palavra, o cérebro a codifica visual e foneticamente. Mas quando já conhecemos o termo, é reconhecido só de forma visual, como se fosse um objeto sem parte sonora, o que agiliza a leitura. O mecanismo foi descrito por uma equipe de neurocientistas da Universidade de Georgetown (EUA) que apresentou sua descoberta  na reunião anual da sociedade americana de neurociência.

Para estudar as estratégias de leitura do cérebro, os autores realizaram uma prova de reconhecimento de palavras diferentes, mas que soam igual em inglês (homófonas) a 12 voluntários enquanto eram submetidos a ressonância magnética funcional. O experimento mostrou que eram ativados neurônios diferentes, exatamente assim como ao ler duas palavras que não soam parecido.

- "Isto sugere que nosso cérebro usa sempre a informação visual de uma palavra e não os sons", conclui Laurie Glezer, que dirigiu o estudo. Esta representação visual permite "o reconhecimento rápido e eficiente de palavras, habilidade característica dos bons leitores", acrescenta o pesquisador, que assegura que os leitores treinados desenvolvem uma representação puramente ortográfica das palavras depois de muitos anos de leitura.

Os disléxicos, no entanto, tem problemas de processamento fonético dos sons, o que lhes impediria desenvolver uma representação visual das palavras que ajude-os a reconhecê-las.

-"Para eles, não há vantagem nenhum em utilizar o 'dicionário visual' para processar mais rápido as palavras", esclarece Glezer, que espera que seu trabalho ajude a tratar estes problemas.



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'O Colorado Pop-up' é o livro-brinquedo sobre o Inter


Chega às livrarias, no dia 21 de novembro, 'O Colorado Pop-up', título de estreia de uma nova coleção produzida pela editora Belas-Letras em parceria com os grandes clubes brasileiros. Pela primeira vez no Brasil, surge um livro pop-up usando temas nacionais, em um projeto que demandou um ano e meio de pesquisa e passou por um processo internacional de desenvolvimento e criação, em três frentes de trabalho: a Belas-Letras, de Caxias do Sul, a Fino Traço Estúdio, de São Paulo, e a Sirivatana Creative, de Bangcoc, na Tailândia.


            
Livros pop-up são obras em que as imagens “saltam” das páginas por meio de dobraduras que criam cenários em 3D com papel. O resultado é uma imersão, especialmente para as crianças, em uma leitura lúdica, interativa, mas, sobretudo, muito divertida. Até então, os livros pop-ups vendidos no Brasil eram somente obras traduzidas e importadas pelas editoras. “É a primeira vez que um material assim é desenvolvido com uma temática nossa, feito especialmente para o público brasileiro”, comenta o editor da Belas-Letras, Gustavo Guertler.
"É um livro sensacional, como o torcedor jamais viu”, observa o diretor executivo de marketing do Internacional, Jorge Avancini. O Colorado Pop-up conta com surpreendentes mecanismos de papel, que escondem curiosidades e informações sobre o time, além de relíquias e, claro, muito encantamento a partir das ilustrações da Fino Traço Estúdio, de São Paulo, empresa do ilustrador Carlinhos Müller, do jornal O Estado de S. Paulo.
“É a primeira vez que faço este tipo de ilustração. É muito divertido vê-las ‘saltando’ das páginas”, acrescenta Carlinhos. Depois de ilustradas, as ilustrações ganharam vida no papel a partir do trabalho do time de criação da Sirivatana, uma das únicas empresas no mundo com know how para fazer a conversão das imagens em duas dimensões para três dimensões em papel, bem como tecnologia para a impressão de obras nesse formato.
Na sequência de lançamentos, O Mengão Pop-up, O Vascaíno Pop-up e O Coringão Pop-up, que chegarão ao mercado em março de 2012.

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Cinco passos para aderir ao movimento que propõe um resgate do prazer de ler

              Cinco passos para aderir ao slow reading, movimento que propõe um resgate do prazer de ler Daniela Xu/Agencia RBS
Com uma rotina cada vez mais turbulenta e acostumados a obter informações em 140 caracteres ou dividindo a atenção com dezenas de abas do navegador de internet, muitos deixaram de lado um hábito aparentemente banal: ler com calma e prazer.

Isso indica que, embora por conta da internet tenhamos nos tornado receptores constantes de informação, também estamos esquecendo de processar e absorver conteúdos sem pressa. Ao analisar esse fenômeno, especialistas acreditam que uma revolução literária está chegando. Ou, pelo menos, uma prática está sendo retomada. Primeiro, surgiu o slow food (comer devagar). Agora, muitos estão seguindo o movimento slow reading (leitura lenta).

Pesquisado pelo especialista em tecnologia da informação John Miedema, o assunto chegou às livrarias brasileiras sob o título Slow Reading – Os Benefícios e o Prazer da Leitura sem Pressa (editora Octavo, 128 páginas, R$ 37 em média). De acordo com Miedema, há um número crescente de pessoas frustradas com a sobrecarga de informações, sejam elas impressas ou digitais. Por isso, estariam adotando uma leitura sem pressa. O movimento, como descreve o autor, propõe um resgate do prazer de ler, dando uma chance exclusiva, nem que seja uma vez ao dia, a um bom título.

— Se você quer uma experiência profunda com um livro, se quer internalizar isso, para misturar as ideias dos autores com as suas próprias e fazer disso uma experiência pessoal, você deve ler devagar — relata.

Em Slow Reading, Miedema assume ser um leitor lento.

— A leitura demorada de um livro leva a uma relação mais profunda com as suas histórias e ideias. Quando leio um livro lentamente, ele continua me influenciando mesmo depois de passados anos — defende o autor, no preâmbulo da obra.

A doutora em Letras e especialista em Literatura Brasileira, Flávia Brocchetto Ramos, acredita que todos têm o direito a ler devagar, a saborear e a degustar um bom livro. Para ela, até mesmo histórias em quadrinhos não são narrativas para ler apressadamente, já que temos de pensar nas relações estabelecidas entre palavra e ilustração, por exemplo.

— Comparando com a alimentação, ao receber um bife com arroz e salada, podemos nos alimentar de pé, com o prato na mão, e nem sentir o gosto da comida. Mas também podemos apreciar a disposição dos alimentos no prato, as suas tonalidades, os aromas e sentir a textura de cada um dos alimentos — explica Flávia.

Cinco passos para praticar o slow reading:
:: Leia o livro inteiro: capa, prefácio, notas de rodapé e apêndices.
:: Saboreie as ilustrações e não ouse saltar a poesia
:: Subvocalize as palavras ou leia-as em voz alta.
:: Volte atrás e releia trechos.
:: Discuta com o livro: o que ele apresenta se comparado à sua experiência?

Fonte: ClicRBS

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Revisão é tudo

A importância que essa tarefa tem para um bom texto, literário ou não.
revis%C3%A3o 640x473 Revisão é tudo o prazer de escrever


Vocês já leram livros post mortem  ou publicações de anotações incompletas do autor? São publicações destinadas aos fãs; ninguém faz isso com um autor que já não seja muito famoso. Os poucos livros assim que li foram muito ruins. Sempre me pergunto se o autor do livro realmente gostaria que aquilo fosse publicado. Levar a público algo que não foi exaustivamente revisado é como aparecer numa festa algumas horas antes do previsto.


A revisão é tudo. A escrita é um trabalho de lapidação e os melhores autores costumam ser os mais exigentes. Flaubert se queixava de passar o dia escrevendo e no final lhe sobrar apenas uma página. A boa escrita é assim. Ela não tem compromisso em manter várias páginas apenas porque elas demandaram tempo – o que não é ruim acaba sendo descartado. Ou no mínimo arquivado.  O compromisso com o leitor, a vontade de conseguir um bom efeito é maior.


O momento de escrever e dizer todas as idéias é apenas o primeiro momento. Nele, nos asseguramos de que tudo estará lá – a boa ideia, a sequência de acontecimentos, onde chegar. Depois disso, é necessário deixar o texto descansar. Na hora, ele parecerá bem escrito. Apenas algumas horas depois, mais relaxado, o autor é capaz de ler com olhos de um estranho. Nesse momento, na revisão, ele perceberá:
 erros de português;
trechos mal explicados;
repetição de palavras, expressões ou verbos;
incoerências;
informações redundantes;
maneiras mais elegantes de escrever a mesma coisa.
Às vezes, a diferença entre o original e o texto revisado é tão grande que nem parecem da mesma pessoa. O ofício de escrever, muito mais do que o das boas ideias, é a da boa escrita. Alguns livros contam coisas comuns, histórias que podem ser resumidas em poucos fatos ou fáceis de imaginar. A força está justamente na forma como é dito, como os personagens são apresentados, que sentimentos o leitor experimenta. A revisão é a parte do trabalho que garante tudo isso.


Fonte: Livros e Afins

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Agora é Tarde: Ultraje a Rigor invade a TV

Roger Moreira fala sobre participação no "Agora é Tarde"

O Ultraje a Rigor "invadiu a praia" de Danilo Gentili. Roger (vocal e guitarra), Mingau (baixo), Bacalhau (bateria) e Marcos Kleine (guitarra) foram escalados para integrar o time afiado da nova atração noturna da Band, o "Agora é Tarde".



A banda formada no início dos anos 80 tem aproximadamente a mesma idade de Gentili, 31 anos. Difusores do rock and roll nacional, os músicos ganharam notoriedade ao tocar hits como "Inútil", "Nós Vamos Invadir Sua Praia", "Pelado", "Eu Me Amo", "Sexo", "Rebelde Sem Causa" e, inclusive, a música homônima ao programa: "Agora é Tarde".
Além dos inúmeros sucessos, a postura irreverente, letras descoladas e acordes legítimos e ritmados marcam as principais características do grupo. O band.com.br conversou com Roger Moreira, líder da banda, para saber os detalhes desta nova parceria. Veja a entrevista:

Como rolou o convite para o programa?
O Danilo me mandou uma mensagem pelo Twitter, trocamos uns emails e ele foi lá em casa. Me explicou o que era o programa, conversou comigo e disse que gostaria que eu fizesse... Como poderia escolher a banda de acompanhamento, quis que fosse a minha banda: o Ultraje.

Quais são as expectativas?
A gente acha que vai ser super legal. Gosto de David Letterman, gosto do formato... É juntar a fome com a vontade de comer.

Como serão selecionadas as músicas que tocarão durante a atração?
Teremos algumas vinhetas compostas para o programa, tocaremos algumas músicas mais generalizadas e muito repertório próprio.

O Danilo é compositor também. Vocês pensam em cantar juntos e de repente até gravar algo em parceria?
Se ele pedir, com certeza. Gravar acho mais difícil, mas podemos acompanhá-lo quando ele quiser cantar alguma composição.

Esta é a primeira vez que vocês permanecem fixos em um programa?
Eu já fui convidado outras vezes, mas não tive interesse por ser na condição de apresentador.

Com as gravações, como fica a agenda de shows?
A gente costuma fazer show de sexta e sábado, por enquanto não temos problemas. É bem flexível, pode ser que uma semana ou outra não dê para gravar em um determinado dia. Como estou em uma fase de tentar fazer shows cada vez mais próximos de SP, a proposta de poder continuar fazendo o que a gente gosta sem precisar viajar é ótima. Inclusive, eu moro aqui pertinho.

Tem algum novo trabalho pela frente?
O DVD ao vivo, deve sair ainda este ano. Devemos ter três ou quatro músicas inéditas. As demais já são conhecidas do público.

Como foi a resposta dos fãs do Ultraje?
A gente viu uma ansiedade, a maioria das pessoas são fãs em comum [da banda e de Gentili]. Não vi ninguém reclamando, mas tem todo tipo de comparação e cobrança. A receptividade foi muito boa.

Vocês pretendem ter uma participação bastante ativa e opinativa na pauta e no que fazem?
O Danilo tem dado liberdade. Mas a gente não pretende se intrometer muito, cada macaco no seu galho. Conversamos sobre alguns quadros "importados". Também temos liberdade total, ninguém diz: você vai tocar assim ou assado.

Vocês irão tocar basicamente rock and roll ou irão se aventurar em ouros gêneros também?
Fizemos o pedido para não tocar coisas que descaracterizasse o trabalho que já fazemos. A ideia é a gente ser a gente mesmo.

03.11.2011

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Com estas 10 ideias seu título vai fisgar o leitor



O título é como aquela pessoa que, quando passa, o trânsito para. As coisas ficam fora de foco e você só a vê caminhando em câmera lenta.

Você só a viu uma vez, mas quer saber tudo sobre ela.

Um bom título é assim. Depois de lê-lo, você quer saber tudo sobre ele e, para isso, acaba lendo o texto inteiro.
Desde que o restante tenha sido tão bem redigido quanto o título. Mas isso é uma outra história.

A seguir, ensino algumas técnicas que podem fazer com que o seu leitor se apaixone por seu título e tenha mais chance de se enamorar perdidamente por seu texto. Mas de nada adiantam essas técnicas se você não conhecer a fundo as mecânicas que me fizeram chegar a elas.

-> Por isso, recomendo que leia antes o texto Escreva Títulos Matadores e Seduza a Atenção do Leitor.

1. Use verbos que sugiram ações e imagens.
Alguns verbos – como ser, estar, lançar – são muito neutros. Não causam comoção. Use verbos que sugiram ações dinâmicas. Veja o título deste artigo: a ação é vai fisgar. Todo mundo já fisgou ou já viu como é fisgar um peixe em um filme pelo menos. É violento, é forte, é sugestivo.

2. Prometa algo. Mas cumpra.
Todo mundo gosta de promessas, principalmente das que são cumpridas: “Com estas 7 ideias, você vai conquistar o amor de sua vida”. Mas se você não souber como fazer para conquistar o amor da vida do leitor, não prometa ou vai perdê-lo para sempre. Choro e ranger de dentes pra você.

3. Use a pontuação a seu favor!!!
No mar de feeds e de títulos por onde o internauta navega atualmente, qualquer diferença gráfica captura o olhar. Uma exclamação, umas reticências, uma interrogação no meio do título funcionam bem: “Devo comprar um iPhone? Não.” As reticências, além disso, são boas porque dão um ar duvidoso ao título e inspiram uma ponta de curiosidade: “Comprei o iPhone… nu”. Não use pontuações diferenciadas em excesso ou elas perdem o efeito.

4. Que tal um 69? Numerais são sexy, baby.
Da mesma forma que a pontuação, numerais chamam mais a atenção do que suas versões por extenso. Um caractere isolado na frase, 6, por exemplo, é um imã para o olho. Além disso, de imediato dá a idéia de uma lista – que todos adoram – e sugere um raciocínio organizado, fácil de entender. Alguns preferem usá-los no meio da frase. Outros no começo. Eu acho que tanto faz, desde que não se abuse deles.

5. Fale com o leitor.
Alguns blogs preferem usar a linguagem neutra dos jornais em seus títulos. O editor de blog está cansado de saber que seus textos não são jornalísticos a não ser que ele queira assim. O quente dos blogs é que eles podem ser pessoais. Pode usar o “você” sem medo. Fale com seu leitor desde o início do relacionamento. E o início é o título. Mas não precisa usar esse recurso sempre.

6. Chame para o desafio.
Assim como promessas – que devem ser cumpridas, não esqueça -, desafios mexem com o brio do leitor. Cutucado por seu título, ele vai querer ler só para provar que você está errado ou que é capaz de realizar aquilo que tão maldosamente você disse que ele não era: “Desista! Este joguinho é impossível de ser completado!” ou “Se você não rir dessa história… é porque perdeu os dentes”.

7. Ouse: seja curto e grosso.
Imagine o impacto que um artigo cujo título seja tão somente “Não!”. Eu nunca tentei, mas dependendo do efeito que se queira causar pode ter resultado. Coisas nesse formato chamam a atenção: “Eu. Você. E uma tuba”. O vazio deixado pelas palavras colocadas secamente na tela, sem verbos e adjetivos, deixa muito espaço para a curiosidade tomar conta da mente do leitor.

8. Confesse algo.
Confessar algo tem dois efeitos principais possíveis. Ou o leitor se identifica com você, por ter cometido o mesmo pecado. Ou ele vai querer rir de sua experiência. Ou alguma coisa do gênero. Em todos os casos, ele será compelido a ler: “Deixei meu iPhone cair na privada”.

9. Vá contra o senso comum.
O senso comum, por ser comum, domina a opinião de muitas pessoas. Se você questiona algo assim, inevitavelmente chama a atenção: “Piquet melhor que Senna. Saiba por quê”. Mas atenção: ao ir contra o senso comum, prepare-se para ter tudo muito bem explicadinho e, ainda assim, correr o risco de enfrentar a fúria da turba.

10. Não diga tudo no título…
Se as strippers aparecessem nuas no palco, não chamariam tanta a atenção. Elas tiram a roupa um pouco de cada vez e todo mundo fica louco. O título, via de regra, é o resumo do texto. O supra-sumo. Mas uma boa idéia é não entregar tudo nele. Deixe que o leitor queira descobrir o que vem depois: “Meu iPhone caiu na…”

Lembre-se!
Você pode usar essas ideias, intercalando-as. Também não é preciso usá-las sempre, para não desgastá-las. Nem sempre você quer chamar a atenção em demasia. Às vezes é bom ser discreto. Afinal, se tudo chama a atenção, nada chama a atenção.


Fonte: Livros e Afins

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Encontro com Humberto Gessinger lota Sala dos Jacarandás


O público jovem compareceu em peso à Sala dos Jacarandás, no Memorial (Feira do Livro de Porto Alegre), para assistir a programação das 16h com o músico e escritor Humberto Gessinger. Com o tema Letra, Música & Poesia: A Arte da Criação, o encontro resgatou momentos especiais da intimidade do cantor, além de contar ”novas velhas” histórias do grupo Engenheiros do Hawaii nunca antes publicadas.

Sobre memória afetiva e imaginação, o vocalista e líder da banda disse que costuma escrever sobre o que viveu, ”mantendo as dúvidas e assumindo os enganos”. Para Gessinger, a memória é uma confissão. “Tem que se ser muito honesto com as nossas lembranças e tratá-las com carinho”, acrescenta.

Os jovens presentes registraram o encontro com câmeras e celulares. Muitos carregavam nas mãos um ou mais livros do músico para autografar, às 17h30, na Praça de Autógrafos. Gessinger é autor de Pra Ser Sincero (2009), Mapas do Acaso (2011) e o livro-agenda 366 Variações Sobre Um Mesmo Tema (2011), todos pela editora Belas-Letras.


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Como escrever melhor: 15 Exercícios para Escritores

Exercícios de escrita são uma boa maneira de melhorar sua perícia como escritor e ainda gerar novas idéias para futuros trabalhos. Eles também podem lhe dar uma nova perspectiva em seu projeto atual. Um dos maiores benefícios de exercícios de escrita privados é poder libertar-se do medo e do perfeccionismo. Para crescer como escritor, é importante, às vezes, escrever sem a expectativa de publicação. Não tenha medo de ser imperfeito. É para isto que a prática serve. O que você escrever durante estes exercícios pode não ser seu melhor trabalho, mas é esta prática que lhe dará o que você precisa para escrever seu melhor trabalho.


1) Escolha dez pessoas que você conhece e escreva uma descrição delas em apenas uma frase.

2) Grave cinco minutos de um programa de rádio. Transcreva o diálogo e adicione descrições narrativas dos locutores e das ações como se você estivesse escrevendo uma cena.

3) Escreva uma biografia sua de 500 palavras.

4) Escreva seu obituário. Escreva todas as realizações de sua vida. Você pode escrevê-lo como se você morresse hoje ou cinqüenta anos no futuro.

5) Descreva seu quarto em 300 palavras.

6) Escreva um entrevista com você mesmo, um conhecido, uma figura famosa ou um personagem de ficção. Faça isso no estilo de uma revista apropriada (ou não) para este fim, como a Veja, Caras, Rolling Stone, Nova, Capricho ou Vip.

7) Escolha um jornal ou revista de fofocas. Encontre um artigo de seu interesse e use-o como base para uma cena ou história.

8) Mantenha um diário de um personagem ficcional.

9) Escolha um trecho de um livro, favorito ou não, e reescreva a passagem em um estilo diferente do original, como noir, romance gótico, pulp fiction ou história de horror.

10) Escolha um autor, um que você gosta mas não necessariamente seu favorito, e faça uma lista das características que você gosta no estilo dele. Faça isso puxando pela memória, sem reler as obras. Após, releia alguns dos trabalhos e veja se você perdeu algo ou se suas respostas mudam. Analise que elementos do estilo de escrita dele você pode acrescentar ao seu próprio e quais você não deve ou não pode. Lembre-se que seu estilo é seu e que você só deve pensar em maneiras de acrescentar ao seu estilo. Nunca tente imitar alguém em mais do que em um ou dois exercícios.

11) Pegue um trecho de algo que você escreveu em primeira pessoa e verta-o para terceira pessoa ou vice-versa. Você também pode tentar este exercício alterando a tensão, os narradores ou outro elemento estilístico. Não faça isto com um livro inteiro. Prefira obras curtas. Uma vez que você começou com um estilo, nunca releia o que você já escreveu ou você gastará seu tempo reescrevendo em vez de escrever.

12) Tente identificar sua memória de infância mais remota. Escreva tudo o que você consegue lembrar sobre ela. Reescreva como se fosse uma cena. Você pode escolher fazer isto com a sua perspectiva atual ou com a sua perspectiva na época.

13) Relembre uma antiga discussão com outra pessoa. Escreva sobre a discussão sob o ponto de vista da outra pessoa. Lembre que a idéia é escrever sob a perspectiva dela, e não da sua. Este é um exercício para falar através de outro, não para provar se você está certo ou errado.

14) Escreva uma descrição de 200 palavras de um local. Você pode usar todo e qualquer sentido, exceto a visão: você pode descrever como ele faz você se sentir, como soa, como cheira e até seu gosto. Tente escrever a descrição de maneira que as pessoas não perderão os detalhes visuais do local.

15) Sente em um restaurante ou local movimentado e escreva fragmentos dos diálogos que você ouve. Escute as pessoas à sua volta – como falam e quais palavras usam. Uma vez que isto esteja feito, você pode praticar terminando seus diálogos. Escreva a sua versão do que vem a seguir no diálogo. Combine o estilo de sua escrita com o estilo das pessoas.

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